domingo, 21 de fevereiro de 2016

Exercício de Força

Um risco da mortalidade tem como maior fator de risco a aptidão física, ou seja, a baixa aptidão física.
A aptidão física gera saúde aumentando a resistência cardiorrespiratória, a força e resistência muscular, a composição corporal e a flexibilidade.
A aptidão física é a capacidade de realizar as atividades cotidianas com tranquilidade e menor esforço.
Alguns estudos mostram que nos últimos 10 a 13 anos de vida, nós teremos alguma deficiência física.
Um exercício que ajuda a reduzir esses riscos são os exercícios de força, mais conhecidos como musculação. Então por que devo treinar exercício de força?
1º Melhora a aptidão física para a saúde.
2º Modifica a composição corporal.
3º combate a osteoporose, por ser um exercício que envolve uma pressão na estrutura dos ossos. ATENÇÂO algumas pessoas que apresentam osteoporose e osteopenia não pode realizar atividades de impacto.
4º Bem estar geral, melhorando a qualidade de desenvolver as tarefas diárias.
A faixa ideal para realizar o treinamento de força é de 12 anos a 21 anos de idade. Adultos que não realizam regularmente durante a vida, perdem a partir dos 50 anos 0,46 kg de massa magra por ano. Com o passar dos anos a massa muscular, o número de fibras musculares vão diminuindo, o declínio começa a ocorrer entre os 30 a 40 anos.
O treinamento de força diminui a velocidade desse evento, tendo uma menor chance de diminuir o tamanho e o número de fibras musculares.
As tarefas da vida diária envolve uma grande quantidade de força (exemplo: sentar na cadeira, levantar), ou seja, uma quantidade de força é aplicada em um intervalo de tempo muito curto, onde mostra que a potência é mais importante ser mudada para melhorar a qualidade de vida.

HIPERTROFIA

O treinamento de força aumenta a quantidade de massa muscular e a área da mesma.
Quando o indivíduo prática o exercício de força a síntese proteica aumenta mesmo quando o mesmo esta em repouso em relação aquela pessoa que não pratica atividade.
 Para ocorrer à hipertrofia têm-se diferentes estímulos como mecânico metabólico e hormonal.
A musculatura é ativada pela adaptação neural, aumento da atividade elétrica significa que a musculatura esta mais ativa.
A adaptação neural ocorre no início do treinamento é o estágio inicial do ganho de força esse tipo de adaptação melhora a coordenação intermuscular e aumenta a ativação do músculo permitindo durante uma tensão mais fibras do músculo sejam recrutadas.
Com o tempo a adaptação neural diminui e temos o aumento das adaptações morfológicas, porém as adaptações neurais não cessam e dificilmente será possível dizer que o individuo chegou ao seu limite de adaptação neural.
As adaptações morfológicas são provocadas pela hipertrofia que possui dois tipos a crônica e a transitória.
A hipertrofia crônica onde o ganho da massa magra ocorre com a alteração da estrutura da musculatura esquelética efetivamente ganhando proteína contrácteo.
Hipertrofia transitória ocorre a hiperemia ativa ao treino, onde ocorre inchaço após a academia isso devido ao aumento do fluxo sanguíneo.
O desempenho de força aumenta muito no início à custa de adaptação neural.
A adaptação neural para um mesmo grupo muscular pode mudar devido a sua especificidade que é o padrão de movimento, posição, tipo de contração e velocidade de movimento.
O estímulo hormonal precisa do estímulo mecânico para fazer a diferença.
A ordem do exercício deve ser:

1º Deve-se colocar exercícios de grandes grupos musculares antes dos pequenos grupos. Exemplos de exercício de grandes grupos musculares são supino, puxada, agachamento, e os de pequenos, apenas uma articulação como bíceps, tríceps, ombros e panturrilha.
2º Exercícios de alta intensidade antes dos de baixa intensidade.
3º Alterar membros inferiores com superiores, para evitar fadiga localizada, aperfeiçoar o tempo de treino.
4º O último exercício sempre é prejudicada pela fadiga, portanto o exercício de grandes grupos musculares ou potência deve ser realizado primeiro.
5º Séries múltiplas sempre são melhores do que séries simples, isso é devido à adaptação neural (repetir várias vezes melhora a adaptação neural).
6º Rotatividade no recrutamento de unidades motoras se treina mais, com um volume maior eu irei usar mais unidades motoras.
Os membros inferiores precisam de maior volume de treinamento do que os superiores. Quanto mais treinado, maior tem que ser o volume de treino, isso acontece devido às pernas são mais treinadas no nosso dia a dia devido a gente usar mais do que os braços.  
7º É importante respeitar o intervalo de tempo entre as séries de até 180 segundos, descansar 90 segundos da certo para a hipertrofia.
8º A frequência de treino é importante, pois distribuir por várias vezes é melhor do que treinar de uma vez só.

Um fator muito importante que ainda não foi citado é a questão de ter substrato suficiente para desenvolver o ganho de massa. Portanto é necessário ter de forma eficiente carboidratos, proteínas e gorduras, uma dieta equilibrada aumentará o desempenho no exercício, dará substratos energéticos suficientes para prevenir a perda de massa magra como fonte de energia.
Antes da prática esportiva os carboidratos são fundamentais para aumentar tanto as reservas de glicogênio muscular quanto hepático. Não se pode praticar exercício em jejum.
O lanche deve ser uma refeição rica em carboidratos, baixa em gordura e moderada em proteínas magras.
Em atividades de uma hora de duração ou praticadas em locais inóspitos (calor, frio ou altitude), o objetivo é manter a glicemia sanguínea consumindo um carboidrato de alta absorção.
Após o exercício visa repor os estoques de glicogênio e garantir um padrão anabólico. Imediatamente logo após devem ser utilizados carboidratos de fácil absorção como frutas, água de coco, bebidas esportivas. A alimentação no pós-treino deve associar carboidratos e proteínas para a recuperação rápida.

Podemos então concluir que o nutricionista deve estar junto com o educador físico na busca da hipertrofia muscular, atendendo assim todas as necessidades nutricionais para melhorar o desempenho físico e o ganho de massa muscular.

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Débora Cristina F. de Ávila
Nutricionista Clinica e Esportiva.

Facebook: https://www.facebook.com/DeboraCristinaNutricionista/

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O que é acelerar o metabolismo?

             Significa fazer ele trabalhar mais rápido para queimar mais gorduras. 
          Muitas pessoas dizem que não conseguem emagrecer por ter metabolismo lento, mas será que vocês sabem mesmo o que é um metabolismo lento?
             Primeiro o metabolismo tem como melhor definição ser a taxa com que o seu corpo queima calorias para se manter vivo. 
           O seu corpo queima calorias 24hs por dia, todos os dias, não importando se você malha ou não. Lembre-se que o seu corpo precisa de energia o tempo todo, mesmo quando você está dormindo e é por isso que deixar de fazer refeições é com certeza a pior coisa que você pode fazer se o seu objetivo é perder peso através da queima de gorduras.

Você sabe o que afeta o metabolismo?

             Muitas pessoas acham que fatores como níveis de atividade física, tireóide e idade têm grande impacto no seu metabolismo. Esses fatores realmente afetam o seu metabolismo, mas não tanto assim.
            O que mais afeta o metabolismo é o tecido muscular. Quanto mais músculos você tiver, mais calorias você vai queimar, independente do seu nível de atividade, da sua idade, etc. Os músculos são tecidos vivos e estão lá para trabalhar para você, queimando calorias 24hs por dia - todos os dias.

Aqui estão 8 fatores que afetam o metabolismo, em ordem de importância:

* Tecido muscular: São fundamentais por causa de todos os fatores citados acima.

* Frequência das refeições: Quanto mais tempo você dá entre as refeições, mais o seu metabolismo diminui para conservar energia.

* Nível de atividade: É importante, mas não faz nenhuma diferença se você não compatibiliza a sua alimentação com o seu gasto calórico.

* Escolha dos alimentos: Por exemplo, as dietas baixas demais em gordura tendem a resultar em baixa produção hormonal o que leva à diminuição do metabolismo.

* Hidratação: Mais de 70% das funções do corpo acontecem na presença de água. A falta de água faz com que o seu metabolismo pise no freio.

* Genética: Algumas pessoas têm um metabolismo naturalmente mais acelerado do que outras. Você não pode mudar a genética, mas pode estimular a aceleração do seu metabolismo.

* Produção e função dos hormônios: É muito pouco provável que você tenha uma tireóide "preguiçosa". Antes de culpá-la, primeiro estabilize o nível de açúcar no sangue (taxa de glicose) e comece progressivamente a praticar exercícios 2-3 vezes por semana.

* Estresse: O estresse também pode diminuir o seu metabolismo por colocar o seu organismo em estado de tensão. Além disso, muitas pessoas tendem a comer mais quando estão estressadas.

              Então o que leva o metabolismo lento é a perda de tecido muscular. 
              Diminuição do nível de atividade à medida que se fica mais velho. 
              Você pode perder tecido muscular devido à falta de atividade física específica para esse fim (musculação) ou por não fazer uma alimentação adequada e disciplinada. 
              Quando você pula refeições ficando muito tempo sem comer, o seu corpo vai obter a energia que precisa, consumindo o seu próprio tecido muscular (catabolismo).

Logo: 
MENOS MÚSCULOS >> METABOLISMO MAIS LENTO >> MAIOR ACÚMULO DE GORDURA

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Débora Cristina F. de Ávila
Nutricionista Clinica e Esportiva

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Jejum x Exercício Físico

          Algumas pessoas acham que fazer atividade física em jejum melhora na queima de gordura, pois venho através deste poste dizer que essa afirmação é negativa.
          O jejum é classificado como uma situação onde se esta sem se alimentar por um período mínimo de 8 horas.
          Para a queima de gordura é necessário que se aumente a produção de energia.
          Para gerar energia o organismo usa como fonte os carboidratos que serão degradados em glicose; as proteínas que são transformadas em aminoácidos e as gorduras em ácidos graxos. As proteínas têm funções estruturais (construção de tecidos e renovação celular, pouca função energética) e os carboidratos e as gorduras funções de gerar energia.
          Esse controle é feito pela ação de alguns hormônios como insulina e os hormônios contra reguladores (glucagon, epinefrina e adrenalina) que são responsáveis pelo equilíbrio da concentração de glicose. 
          As concentrações normais de glicose no sangue situam-se em torno de 70 - 99 mg/dl, o limiar glicêmico para a liberação de insulina é cerca de 81mg/dL. Níveis mais baixos de glicemia, em torno de 76 mg/dL levam à liberação de hormônios contra-reguladores glucagon, epinefrina e adrenalina, aumentando produção de glicose do corpo, promovendo a “quebra” de gorduras (lipólise) e de proteínas (proteólise), reduzindo a gordura corporal, porém como a queima de gordura ´mais dificultada o que irá ocorrer com maior facilidade é a degradação de proteínas que irá levar a perda de massa magra.


Consequências do jejum:

* Favorece a perda de massa muscular,
* O jejum prolongado e frequente acarreta diminuição dos níveis de insulina, aumento de glucagon e aumento da resistência à insulina podendo levar a longo prazo ao aparecimento do diabetes;
* O corpo se adapta em estocar gordura e baixa o metabolismo para sobrevivência,
* Diminuição da capacidade cognitiva,
* Menor estado de alerta,
* Maior fadiga e diminuição do desempenho físico


  A estratégia mais eficaz é aumentar as nossas demandas/necessidades energéticas do músculo em utilizar a gordura como substrato energético, e isso ocorre através da prática esportiva.
       Portanto o importante é sempre fazer um pré treino e um pós treino, busque orientação com o Nutricionista.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/nutricao/


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Clínica Med & Fisio
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Débora Cristina
Nutricionista Clínica e Esportiva

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Deficiência de Vitamina D

No consultório o que mais vejo como deficiência vitamínica é de vitamina D.

A vitamina D é sintetizada a partir de uma fração do colesterol, transformada sob a ação dos raios ultravioleta B do sol. Ela também está presente em alimentos – principalmente peixes de água fria –, mas sua concentração neles é pequena e seria suficiente para fornecer apenas 20% das necessidades diárias.

É o sol o responsável por 80 a 90% da vitamina que o corpo recebe, mas ela também pode ser produzida em laboratório e ser administrada na forma de suplemento, quando há a deficiência e para a prevenção e tratamento de uma série de doenças.
De forma prática, a vitamina D serve para:

• facilitar a absorção do cálcio e do fósforo no organismo;
• fortalecer os ossos e dentes tornando-os mais saudáveis;
• aumentar a força muscular;
• diminuir o risco de diabetes tipo 1;
• melhorar o equilíbrio;
• ajudar a emagrecer. 

E por que a vitamina D é importante para o emagrecimento?

1. A vitamina D promove o metabolismo da gordura, cortando a produção do hormônio da paratireoide, o que acelera a quebra da gordura pelo fígado.
2. Depois, a vitamina D seca as gordurinhas - a substância ativa os receptores nas células adiposas, inibindo o seu crescimento.
3. A super vitamina também reduz o apetite, pois aumenta a quantidade de leptina, hormônio que envia sinais de saciedade ao cérebro.
4. Por fim, o nutriente ativa a força dos músculos - ele facilita a redução do excesso de gordura no tecido muscular, fator ligado ao aumento da força.
O ideal é tomar de 15 a 20 minutos o sol todos os dias, antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas e sem protetor solar.



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OBS.: Atendo através de alguns planos de saúde.
Qualquer dúvida encontro disponível para esclarecimentos através desta pagina
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Nutricionista: Débora Cristina F. de Ávila

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Hipertrofia Muscular e Suplementação em Academias

Hoje é visto que a procura por academias tem se tornado muito grande devido à motivação de se manter em uma forma física adequada ou para controle e prevenção de saúdes.
Com essa grande procura também tem aumentado os números de academias pelas cidades. É esse aumento que motivou as indústrias nas ofertas por diferentes suplementos alimentares.
O suplemento são produtos feitos de vitaminas, minerais, proteínas, aminoácidos ou outros produtos, com o objetivo de melhorar a saúde e prevenir doenças.
É necessário tomar cuidado com as falsas promessas. Para que um suplemento tenha ação comprovada ele tem que ter passado por estudos científicos e testes de comprovação de eficácia, nem todas as indústrias utilizam de fontes científicas para essa comprovação.
Em um estudo realizado em São Paulo com frequentadores de academias foi possível notar que 24% dos entrevistados usaram pelo menos uma vez um suplemento, sendo 77% homens e 23% mulheres. Nessa mesma pesquisa foi constatado que as prescrições ou recomendações de suplementos partiram dos professores, instrutores e treinadores físicos e somente 11% prescrito por nutricionista. É importante notar que a maioria dos instrutores e professores são vendedores destes suplementos e não recebem informações científicas adequadas sobre o efeito dos mesmos.
Portanto somente o Nutricionista é qualificado cientificamente para prescrição de suplementação nutricional.
O que irá definir o tipo de suplemento será o objetivo, a fase do treino e a alimentação dessa pessoa, é necessário ainda analisar o estilo de vida da pessoa, para se definir as quantidades a ser consumida e em que momento.
O maior erro hoje é da busca de efeitos imediatos. A hipertrofia não irá acontecer de um dia para o outro, nosso organismo funcionara como uma construção de um prédio, onde para se construir um prédio de 15 andares levará alguns meses até mesmo ano, assim funciona o nosso organismo.
O aumento da massa muscular ocorre em consequência do treinamento, assim como a demanda proteica, que deverá ser obtida por uma dieta normal e variada.
As fibras musculares passaram por lesões provocadas pelo exercício físico que devera ser reconstruída uma nova fibra mais potente no lugar. Para que esse processo ocorra de forma eficaz é necessário um bom funcionamento do sistema imune e para isso uma quantidade eficiente de vitaminas e minerais, ainda é necessário substratos energéticos (carboidratos e lipídeos) e reconstrutores (proteínas).
É possível se ganhar massa de forma eficiente com a alimentação sem necessitar de suplementação e sem comprometer a saúde, basta a orientação do nutricionista.
Vale lembrar que o consumo acima do ideal diário de proteínas não determina o ganho de massa e pode ainda levar ao armazenamento de gordura e problemas renais.
Não deixe de buscar orientação Nutricional quando iniciar a prática de atividade física, o melhor ainda é uma dieta equilibrada.
Algumas dicas para hipertrofia:
  • É necessário balancear carboidratos, proteínas e lipídeos.
  • A recomendação de proteínas por dia para praticantes de atividades físicas é de 1,2 a 1,4 g/kg de peso/dia, o consumo acima de 1,8g/kg de peso/ dia não determina ganho de massa adicional.
  • Deve-se evitar períodos longos em jejum, para se evitar o catabolismo (degradação) de proteínas.
  • É necessário fazer um pré-treino (30 a 40 minutos antes da atividade física) e o pós-treino (30 minutos após a atividade física).
  • Deve-se dormir no máximo 22:00 horas e ter pelo menos 7 horas de sono por noite. Pois é a noite que hormônios de crescimentos agiram na formação de novas fibras.




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Clinica: MED & FISIO
Endereço: Avenida José Faria da Rocha, 4363,
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Débora Cristina (Nutricionista Clinica e Esportiva) 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Aterosclerose

Hoje estamos cercados de alimentos industrializados ricos em sódio e de diversos tipos de gorduras, que deixam cada vez mais o alimento mais saboroso. Quem nunca ao sair para resolver algum problema naquela correria não abriu mão de um almoço por um lanche rápido como um pastel frito, uma coxinha, entre outros.
Bem é para falar dos perigos que esses tipos de alimentos ricos em gorduras irá nos trazer que venho através dessa matéria esclarecer algumas dúvidas.
Alimentos ricos em gorduras podem causar muitas complicações, mas hoje irei falar da dislipidemia e como conseqüência a arteriosclerose.
Primeiramente a dislipidemia é caracterizada por alterações dos níveis sanguíneos dos lipídios circulantes. Quando esses níveis se encontram aumentados recebem a denominação de hiperlipidemias, que são classificadas em hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia.
A hiperlipidemia reside na comprovada relação com surgimento de doença arterial coronariana, como arteriosclerose.
Arteriosclerose é um processo de inflamação local no vaso sanguíneo. O LDL (mau colesterol) se deposita na parede dos vasos sanguíneos os macrófagos (células do sistema imune) irão identificar o LDL como um corpo estranho, como defesa ele irá tentar oxidar produzindo radicais livres para destruir esse corpo estranho, conforme isso vai acontecendo vai enrijecendo o LDL e formando a placa nos vasos do sangue causando o entupimento ou coágulo (AVC).
A arteriosclerose é um efeito que acontece em longa duração, ou seja, com hábitos alimentares inadequados, já a trombogênese que é ligado a fatores dietéticos de curta duração.
Portanto a dieta exerce papel fundamental na determinação do aparecimento dos demais fatores, aumentando o risco para doenças cardiovasculares.
Quando ocorre o entupimento da artéria, ocorre a redução da passagem de sangue para o coração agravando no infarto do miocárdio. Todavia o bloqueio sanguíneo para outros tecidos do corpo pode resultar em morte ou danos nos mesmo, agravando na incidência de derrames (AVC) e até mesmo ataque cardíaco.
Infelizmente a arteriosclerose é uma doença silenciosa, somente quando o fluxo sanguíneo se encontra reduzido que pode levar a dores no coração.
Portanto para combatermos essas complicações precisamos fazer algumas alterações em nossos hábitos.  
Aqui vai algumas dicas para se prevenir o entupimento das artérias:
  • Evite o tabagismo.
  • Realize atividades físicas diariamente, o ideal é realizar pelo menos 30 minutos todos os dias.
  • Evite alimentos industrializados, pois são ricos em sal e gordura.
  • Aumente o consumo de fibras solúveis (aveia, arroz integral, frutas), pois elas reduzem a absorção de colesterol.
  • Reduza o consumo de gorduras saturadas (frituras, bolos, biscoitos, sorvetes, carnes gordas).
  • Reduza alimentos ricos em açúcar e álcool, pois estimula fígado a produzir mais colesterol.
  • Inclua na alimentação gorduras boas (castanhas, nozes, linhaça, azeite de oliva extra virgem, peixes), pois aumentam o HDL (colesterol bom) e reduz o LDL (colesterol ruim).
  • Aumente o consumo de alho e cebola, pois ajudam a reduzir o colesterol e triglicerídeos.
  • Acrescente temperos nas refeições como: pimenta, manjericão, alecrim e orégano, pois eles são ricos em antioxidantes, que previnem a oxidação de colesterol.
  • Consuma alimentos ricos em antioxidantes como vitamina C e E como laranja, acerola, hortaliças amarelas e laranjas e folhas verde escuras.
Não descuide de sua saúde, não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. O melhor caminho é uma reeducação alimentar.









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Débora Cristina F. de Ávila (Nutricionista Clinica e Esportiva)
Belo Horizonte/ Contagem

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Hipertensão Arterial

A Hipertensão Arterial é uma doença crônica de vários fatores que podem causar lesões dos chamados órgãos alvos que são o cérebro, coração, vasos, rins e retinas.
É determinada por elevado níveis de pressão sanguínea nas artérias, o que faz com que o coração passe a exercer esforços maiores do que o normal para fazer circular o sangue nos vasos.
A pressão sanguínea envolve duas medidas, sistólica e diastólica, referentes ao período em que o músculo cardíaco está contraindo (sistólica) ou relaxado (diastólica). Valor ótimo de pressão arterial: 120 x 80 mmHg (12 por 8)
Em pessoas com a pressão normal ocorre uma regulação do calibre e a reatividade vascular, a distribuição de fluidos dentro e fora dos vasos e o débito cardíaco (volume de sangue que esta sendo bombeado pelo coração em um minuto). Esses mecanismos pressores e depressores interagem e determinam o tônus vasomotor. Quando o equilíbrio se rompe com predominância dos fatores pressores, ocorre a hipertensão primária.
A hipertensão arterial é basicamente uma doença assintomática, ou seja, sem sintomas, mas quando aparecem os sintomas pode estar comprometendo os órgãos alvos. Portanto é necessário ficarmos atentos aos sintomas como:
  • Cefaléia
  • Tonturas
  • Palpitações
  • Apnéia do Sono
  • Zumbido no Ouvido
  • Fraqueza
  • Visão Embaçada e
  • Dores no peito.
Não necessariamente ocorre todos os sintomas juntos.

Existem dois tipos de tratamento da hipertensão arterial, o farmacológico como o uso de drogas anti- hipertensiva, e os não farmacológicos que se fundamenta em mudanças de estilo de vida que favoreçam a redução da pressão. Algumas medidas são:
  • Redução do Peso
  • Maior ingestão de alimentos ricos em potássio
  • Redução de consumo de bebidas alcoólicas
  • Exercícios físicos regulares
  • Dieta rica em fibras
  • Controle antiestresse
  • Abandono do tabagismo.

Influência do Sódio no Desenvolvimento da Hipertensão Pressão Arterial.
O cloreto de sódio é importante no desenvolvimento e na intensidade da hipertensão arterial.
O excesso de sódio de início eleva a pressão arterial por aumento da volemia e conseqüente aumento no débito cardíaco. Posteriormente, por mecanismo de auto-regulação, há aumento da resistência vascular periférica, mantendo elevados os níveis de pressão arterial.
Tem-se como orientação nutricional o não consumo de alimentos processados, como enlatados, embutidos, conservas, molhos prontos, caldos de carne, temperos prontos, defumados, bebidas isotônicas, além de preparar a comida com pouco sal e não utilizar saleiro à mesa.
Papel do Potássio no Controle da Pressão Arterial
O potássio induz a queda da pressão arterial por meio do aumento da natriurese, diminuição da secreção de renina e norepinefrina e aumento da secreção de prostaglandinas.
Alimentos ricos em potássio: feijão, grão de bico, ervilha fresca, aveia, germe de trigo, beterraba, batata, rabanete, mandioca, cenoura, cará, salsa, almeirão, couve, chicória, espinafre, amora, abacate, banana, cereja crua, melão e maracujá.
Controle do Peso.
O excesso de peso ou a obesidade causa a hiperinsulinemia de jejum e uma resposta insulínica exagerada à sobrecarga de glicose, esse mecanismo esta relacionado a hipertensão arterial.
A redução de peso é a maneira mais eficiente para o controle da hipertensão.
A redução de peso corpóreo deve ser fundamentada em prescrição dietética individualizada.
Quais as conseqüências da pressão alta?
A pressão alta ataca os vasos, coração, rins e cérebro. Os vasos são recobertos internamente por uma camada muito fina e delicada, que é machucada quando o sangue esta circulando com pressão elevada. Com isso os vasos se tornam endurecidos e estreitados podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper.
Quando um entupimento de um vaso acontece no coração, causa a angina que pode ocasionar um infarto. No cérebro, o entupimento ou rompimento de um vaso, leva ao AVC. Nos rins podem ocorrer alterações na filtração até a paralisação os órgãos.
Portanto é importante adotar mudanças principalmente nos hábitos alimentares já que uma dieta balanceada é capaz de controlar as alterações como relatadas anteriormente.
Vamos nos prevenir e combater a hipertensão arterial!!!



Fonte: livro de Nutrição Clínica no Adulto de Lilian Cuppari.