segunda-feira, 10 de junho de 2013

Obesidade

 
                  Todos que se encontram acima do peso gostariam de ter um corpo perfeito e tem como principal objetivo o emagrecimento rápido. Mas esse ideal é difícil devido a diversos fatores, mas antes é necessário saber que a obesidade pode  levar a vários tipos de complicações ou ela vem associadas a várias patologias (doenças).
Portanto a obesidade é a enfermidade crônica, que se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura a um nível tal que a saúde esteja comprometida. Além do excesso de gordura corpórea, deve-se considerar ainda sua distribuição regional, uma vez que o excesso de gordura localizada na região abdominal é um fator de risco maior de morbidade que o excesso de gordura corpórea.
Os fatores nutricionais, os aspectos genéticos, metabólicos, psicossociais, culturais, entre outros atuam na origem e na manutenção da obesidade. O excesso da ingestão energética causa a deposição de lipídios nos adipócitos.

Fatores Causadores de Obesidade

Sedentarismo e alimentação inadequada

82,66%
Fatores genéticos
30,6%
Nível socioeconômico
30,6%
Fatores psicológicos
21,3%
Fatores demográficos
16%
Nível de escolaridade
5%
Desmame precoce
5%
Ter pais obesos
3%
Estresse
2%
Fumo/ álcool
1%

Na medida em que a pessoa ingere mais energia do que é capaz de gastar é provocado um desiquilíbrio nutricional provocado por um balanço energético positivo. Assim tem- se o acumulo de energia que por ação de insulina será convertida em gordura. Quanto mais rica a alimentação em açúcares, lipídios e alimentos industrializados maiores são as chances de sujeito se tornar obeso.
As empresas que produzem alimentos industrializados fazem combinações de gorduras, açúcares e sal que são hiperpalatáveis. Assim, salgadinhos, doces e refeições prontas podem ter o mesmo efeito sobre o cérebro que o tabaco, e com isso a ingestão de nutrientes inadequados à saúde torna-se cada vez mais frequente.
Com o processo de urbanização foi acontecendo mudanças de comportamento, principalmente com relação à dieta e à atividade física privilegiando uma alimentação industrializada com a maior oferta de energia, rica em carboidratos simples e gorduras.
A obesidade nunca vem sozinha, pode levar o surgimento de doenças como:
  • Doenças Cardiovasculares

A mortalidade associada à obesidade decorre de lesões no sistema vascular. A obesidade tem forte associação com a hipertensão arterial.
  • Dislipidemia

Ocorre acúmulo elevado de gordura intra- abdominal, consistindo em aumento de risco de doenças cardiovasculares.
  • Diabetes

A obesidade contribui fortemente na regressão multivariada para incidência de intolerância à glicose em ambos os sexos.
  • Resistência a Insulina

Esta presente na maioria dos pacientes com intolerância à glicose, o portadores de diabetes do tipo 2.
  • Síndrome Metabólica

Conhecida como resistência à insulina, intolerância a glicose, hiperinsulinemia, aumento da lipoproteína de muito baixa densidade, diminuição de lipoproteínas de alta densidade e hipertensão arterial desempenha relevante papel na gênese da doença cardiovascular em indivíduos obesos.

Na obesidade a circunferência da cintura pode promover uma correlação entre a distribuição de gordura e risco de saúde. É um indicador aproximado de gordura abdominal e gordura corpórea total. As variações deste parâmetro refletem mudanças na severidade dos fatores de risco para enfermidades cardiovasculares e outras formas cardiovasculares.
A obesidade central, com acúmulo de gordura visceral abdominal, e sua relação com a resistência à insulina parecem ser o mais potente fator de risco modificável para o surgimento do diabetes tipo 2 e outras morbidades.

  • A Circunferência da Cintura

Pode indicar o acúmulo de gordura visceral e indicadores associados à complicação metabólica.

Sexo
Risco Elevado
Risco muito elevado
Masculino
≥ 94 cm
≥ 102 cm
Feminino
≥ 80 cm
≥ 88 cm

A prevenção e o tratamento da obesidade contemplam, necessariamente, aspectos relacionados à promoção de padrão alimentar saudável e modo de vida ativo.
A dietoterapia ou educação alimentar são fatores fundamentais para garantir nova condição de saúde, não devendo ser excluída mesmo quando se indica a terapia medicamentosa ou outro.
O Brasil tem cerca de 18 milhões de pessoas consideradas como obesas. Somando o total de indivíduos acima do peso, o montante chega a 70 milhões, o dobro de há três décadas.
É necessário evitar medicamentos e dietas que prometem perdas grandes de peso em poucos dias, pois as mesmas podem causar o efeito ioiô (efeito de engordar e emagrecer).  Para se emagrecer deve  ter sacrifícios e muitas mudanças de hábitos.
Aqui estão algumas normas para uma alimentação equilibrada:
  • Preferir pães, biscoitos e cereais integrais.
  • Preferir leites e derivados desnatados.
  • Consumir o frango sem pele, ou retirar as gorduras da carnes.
  • Iniciar as refeições com saladas.
  • Fracionar em cinco a seis vezes as refeições reduzindo o volume.
  • Evitar jejuns prolongados ou pular refeições.
  • Usar alimentos locais, como arroz, feijão, farinha, pão e leite como base das refeições.
  • Consumir frutas e verduras da época.
  • Usar carnes, sal e açúcar em quantidades moderadas.
  • Utilizar óleo vegetal no preparo da comida e diminuir o consumo de gorduras animais.
  • Preferir preparações assadas, cozidos ou grelhados.
  • Retirar gordura e pele de carnes.
  • Comer devagar, mastigando bem os alimentos.
  • Evitar alimentos industrializados ou prontos.
  • Evitar biscoitos recheados,  bombons, pizza, salgadinhos, refrigerante, açúcar, mel, melador, rapaduras, frituras, bebidas alcoólicas, embutidos e enlatados.
  • Evitar dietas milagrosas.



Fontes: Livro Nutrição Clínica no Adulto de Lilian Cuppari
                          http://www.endocrino.org.br/obesidade/

segunda-feira, 15 de abril de 2013

ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS (Alimentos Funcionais Parte 3)



Os lipídeos (gorduras) são essenciais ao organismo humano, pois além de fornecer maior quantidade de energia, comparada aos carboidratos e as proteínas, contém ácidos graxos essenciais, aqueles que não são produzidos pelo organismo, mas que devem estar presentes nas dietas.
Ácidos Graxos são precursores de outros lipídeos, caracterizados por conter um ácido carboxílico ligado a um hidrocarboneto que varia de tamanho e saturação.  Podem ter de 4 a 22 átomos de carbono em sua estrutura.



Os ácidos graxos podem ser classificados como saturados, monoinsaturados (com uma dupla ligação) e polinsaturados (com mais de uma dupla ligação). Essa diferença de tamanho, de grau de posição da insaturação na molécula lhes confere propriedades físicas, químicas e nutricionais diferentes (como solubilidade, ponto de fusão, digestibilidade, conversão de energia, destino metabólico etc.).
Os ácidos graxos saturados são aqueles quando houver apenas ligações simples entre os carbonos, geralmente sólidos a temperatura ambiente. São os alimentos de origem animal ricos em gorduras saturadas (ácidos graxos saturados).
Os ácidos graxos insaturados são aqueles que possuem uma ou mais duplas ligações, geralmente são líquidos em temperatura ambiente, os alimentos de origem vegetal são mais ricos nesses tipos de lipídeos.

Os óleos e as gorduras comestíveis utilizadas no consumo humano têm diferentes concentrações de ácidos graxos. Os ácidos graxos de C4 a C18 são comuns nas gorduras de animais terrestres. Os de C8 a C18 são os mais encontrados em vegetais. Nos animais marinhos encontram-se os ácidos graxos de cadeia maior do que C18, são da série de ômega 3 (ácido alfa linolênico). Os mais importantes são os eicosapentaenóico (C20:5 ômega-3) e o docosapentaenóico (C22:6 ômega- 3).
As duas classes de ácidos polinsaturados essenciais (PUFA) são o ômega 6 (ω-6) e o ômega 3 (ω-3).
  • Ômega-3 (α-linolênico)
Caracteriza-se como ômega 3 os ácidos graxos polinsaturados onde a dupla ligação esta localizada entre os carbonos 3 e 4.
O ômega 3 é um tipo de gordura polinsaturada encontrada principalmente em peixes marinhos de águas frias como sardinha, salmão, atum, arenque, anchova  também em algas marinhas e algumas sementes de alguns vegetais como linhaça.
Os ácido alfa linolênico (ômega 3) permite a formação de eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosahexaenóico (DHA). O EPA relaciona-se principalmente com a proteção a saúde cardiovascular, e o DHA é considerado fundamental para desenvolvimento do cérebro e sistema visual.
Os mais estudados quanto a seus benefícios são o EPA e o DHA presentes principalmente em óleos de peixes. Pesquisas mostram que esses ácidos graxos são capazes de ajudar no controle da lipidemia e conter reações inflamatórias entre outros benefícios
Para a solução para todos os problemas não significa que deva comer peixe todos os dias, pois qualquer excesso acarreta um prejuízo para a saúde. Por ter alto poder de oxidação, o consumo de ω-3 deve ser associado ao consumo de vitaminas antioxidantes. No entanto pode associa-las ao consumo de selênio (brócolis, azeite extra virgem, oleaginosas, castanha e nozes) e sucos de frutas cítricos  que são fontes de Vitamina C, para que esses alimentos formem um pool de antioxidantes a fim de preservar a integridade da estrutura química do ômega 3.
Ômega 3 pode reduzir os triglicerídios séricos (gorduras no sangue) e a ocorrência de arritmias (alteração no batimento cardíaco , e agindo como agente antiaterogênico e antitrombótico. O efeito dos ácidos graxos ômega 3 na prevenção das doenças cardiovasculares tendo uma redução da lipemia pós- prandial (após a refeição).
A magnitude e a duração da resposta lipêmica pós- prandial  estão relacionadas com a progressão da aterosclerose. Os ácidos graxos ômega 3 tem um efeito favorável na redução de triglicerídeos plasmáticos aumentando a concentração de HDL- colesterol. Esses efeitos foram associados nas plaquetas a aumento de LCPUFA (ácidos graxos de cadeia longa) ômega 3, que são substratos para síntese de eicosanóides e prostaciclina.


·       Ômega 6

O ácido linoleico é o principal precursor do ácido araquidônico. O ácido araquidônico pode competir com o EPA na formação de eiconsanóides, produzindo uma inibição da formação plaquetária (efeito antitrombótico) e estimulação de vasodilatação (dilatação dos vasos sanguíneos), produz efeito anti-inflamatório e reduz a quimiotaxia* dos leucócitos (glóbulos brancos).
Ácido linoléico (ω-6), esta presente nos óleos de milho, girassol e soja.

 


*Quimiotaxia é o nome dado ao processo de locomoção de células em direção a um gradiente químico. A quimiotaxia é o processo que permite a migração dos neutrófilos e outros leucócitos aos locais de infecção inflamação no organismo. Entre a migração de leucócitos, existe também a difenciação de monócitos em macrófagos.





Fonte: http://www.scielo.br/pdf/reben/v61n5/a15v61n5.pdf
Livro Nutrição Clínica no Adulto; 2 Edição de Lilian Cuppari.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

FIBRAS ALIMENTARES (Alimentos Funcionais parte 2)


As fibras alimentares podem ser definidas tanto pela sua função fisiológica como pela sua composição química. Quando ingeridos, não sofrem hidrólise (reações químicas de quebra de uma molécula devido à água), digestão e absorção no intestino delgado de humanos, é constituída de polissacarídeos (moléculas que estiveram com vários carboidratos ligados) e substâncias associadas. Sua fermentação ocorre no cólon* pelas bactérias anaeróbicas.
A fibra alimentar pertence ao grupo dos carboidratos, porém não são digeridos pelas enzimas do sistema digestivo humano e não possuem calorias. A fibra alimentar promove os efeitos fisiológicos benéficos, como laxação, diminuição do colesterol sanguíneo e da glicose sanguínea.
O alvo de ação é o trato gastrointestinal um dos papeis primários da fibra alimentar é servir de substrato para a microbiota normalmente presente no intestino grosso e, além disso, modular a velocidade de digestão e absorção dos nutrientes, bem como promover uma laxação normal. A fibra alimentar possui esses efeitos diferentes no intestino, pois ela não pode ser hidrolisada no intestino delgado.
A fibra alimentar reduz o risco de doenças cardiovasculares, de certos tipos de câncer e diabetes mellitus tipo 2.
Os componentes da Fibra estão, em geral, presentes em dietas consumidas diariamente pelas populações e são encontradas em vegetais, frutos e grãos integrais.

Tipos de fibras
Fontes usuais
Celulose
Frutas com cascas, farinha de trigo, farelos, sementes.
Betaglicanos
Grãos (aveia, cevada e centeio)
Hemicelulose
Grãos de cereais, farelo de trigo, soja e centeio.
Pectinas
Frutas (maçã, limão, laranjas, pomelo), vegetais, legumes e batata.
Frutanos
Alcachofra, cevada, centeio, raiz de almeirão, cebola, banana, alho, aspargo, yacon
Amido resistente
Bananas verdes, batata (cozida/ resfriada), produtos de amido processado.
Quitina
Fungos, leveduras, exoesqueleto de camarão, lagosta e caranguejo.
Rafinose, estaquiose e verbascose
Cereais, legumes e tubérculos.
Lignina
Grão integral, ervilha, aspargos.

As fibras alimentares podem ser classificadas conforme sua solubilidade no sistema gastrointestinal em solúvel ou insolúvel.
Dentro da classificação de fibras insolúveis estão classificadas a lignina, a celulose e a hemicelulose insolúvel. Aumentam o bolo fecal, aceleram o tempo de trânsito intestinal pela absorção de água, melhorando a constipação intestinal, anulando o risco de aparecimento de hemorrodias e diverticulites (inflamação da parede do intestino).  
Para as fibras solúveis estão às pectinas, gomas, hemicelulose solúvel, mucilagens, os betaglicanos, as gomas e os frutanos (inulina e fruto- oligossacarídios). Iram exercer importantes efeitos metabólicos, pois auxiliam na manutenção da glicemia e da insulinemia*, além de aumentar a excreção fecal de ácidos biliares e consequentemente, reduzir os níveis séricos de colesterol total e de LDL colesterol*.
As fibras mais viscosas (betaglicanas e gomas) retardam o esvaziamento gástrico, e a captação de açucares, aminoácidos e medicamentos, aumentam a sensação de saciedade e estão implicadas na maior excreção de ácidos biliares no intestino delgado, pela eliminação dos mesmos através das fezes.
Acredita que as fibras solúveis, ao se ligarem aos ácidos biliares no intestino, inibam sua reabsorção e aumentam sua perda fecal, com consequente aumento a sua síntese pelo fígado (ácido cólico e quenodesoxicólico). O aumento da excreção de ácidos biliares provoca um aumento na conversão de colesterol do sangue para esses ácidos.
As fibras alimentares também proporcionam a formação de bolo fecal com maior umidade e peso, facilitando assim, a eliminação fecal regular, diminuindo o tempo de permanência das fezes no cólon, atuando como mecanismo protetor contra doenças do tubo digestivo, como apendicite, doenças diverticular do cólon, e câncer do cólon, além de ser um importante agente de controle do Índice Glicêmico de uma refeição.
Certas fontes de polissacarídeos viscosos parecem prolongar ou aumentar a resposta da colecistoquinina (CCK) durante uma refeição. O aumento à resposta da CCK tem sido associado a um melhor controle glicêmico em pacientes diabéticos não dependentes de insulina.
A fibra alimentar é responsável pela melhora das funções do intestino grosso por meio da redução do tempo de trânsito, pelo aumento de peso e da frequência das fezes, pela diluição do conteúdo do intestino grosso, pelo fornecimento de substratos fermentável à microbiota, normalmente, presente no intestino grosso.

  • Próbioticos são suplementos alimentares a base de microrganismo vivos, o qual irá aumentar o numero ou estimulam a ação das bactérias benéficas (bifidobactérias a lactobacilos).

  • Prébioticos ingredientes alimentares não digeridos no intestino delgado que ao atingir o intestino grosso, são metabolizados seletivamente por um número ilimitado de bactérias denominadas benéficas. Estas são assim chamadas por alterarem a microbiota do cólon gerando uma microbiota bacteriana saudável, capaz de induzir efeitos fisiológicos importantes. Elas podem inibir a proliferação de microrganismos patógenos dando a oportunidade aos benéficos de se multiplicarem.



O consumo de fibras deverá ser balanceada pois o excesso de ingestão pode interferir na absorção de zinco e cálcio.

 












*cólon é uma porção do intestino grosso.
* insulinemia é a taxa do hormônio insulina na corrente sanguínea.
*LDL colesterol é o colesterol ruim.


Fonte: Livro Nutrição Clínica no Adulto; 2ª Edição de Lilian Cuppari

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Alimentos Funcionais (parte 1)



As doenças que mais preocupam a população são todas associadas com a dieta: câncer, obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares. Portanto o consumo de alimentos funcionais vem aumentando bastante como resultado de uma preocupação individual com a saúde.
Os alimentos funcionais são alimentos ou ingredientes que além de oferecer energia e nutrição adequada para o corpo, irão produzir outros efeitos proporcionando benefícios à saúde, auxiliando na redução e prevenção de diversas doenças.
Os alimentos funcionais são relativos ao papel metabólico* ou fisiológico* que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo e alegação de propriedade de saúde aquela que sugere, afirma ou implica a existência de relação entre alimentos ou ingredientes com doenças ou condição relacionada à saúde. (Resolução n. 18, de 30/4/1999)
Neste contexto a dieta tem um papel cada vez mais fundamental. O consumo de alimentos funcionais vem aumentando bastante com o resultado de uma preocupação individual com a saúde.
              


Exemplo de Alimentos Funcionais
Nutrientes
Fontes
Funções
Ácidos Graxos
Ômega 3 e 6
Peixes, algas marinhas
Óleos (soja, girassol, oliva)
Intervenção na coagulação do sangue.
Controle de processos inflamatórios.
Alicina
Aliina             
Sulfeto de dialina
Alho
Redução do colesterol.
Função hipotensora.
Função fibrinolítica e anticoagulante.
Bactérias benéficas   (probióticos)
Bebidas lácteas com lactobacilos (leites fermentados)
Bifidobactérias (iorgutes)
Aumento da resistência a infecções.
Impedimento da colonização por bactérias patogênicas.
Redução do colesterol.
Fibra alimentar
Amido
Cereais (aveia, pão)
Verduras crucíferas   (repolho, brócolis, couve- de- bruxelas)
Leguminosas (feijão, vagem, lentilha)
As fibras dos cereais previnem doenças cardiovasculares.
As verduras protegem contra o câncer de cólon e de reto.
O amido presente em cereais e leguminosas previne o câncer de cólon e reduz o colesterol.
Fitoestrogênio
Isoflavonas
Lignanas
Leguminosas (feijão e soja)
Cereais
Redução do estrogênio, atuando na prevenção do câncer de mama.
Flavonóides
Vinho tinto
Uva
Antioxidantes.
Inibição da formação de ateromas.
Licopeno
Tomate
Toranja vermelha
Proteção contra tumores de pulmão, próstata e estômago.
Vitaminas A, C, E
Betacaroteno
Mineral selênio
Frutas (caqui, mamão, laranja, limão, acerola)
Hortaliças (beterraba, espinafre, cenoura, tomate, brócolis, repolho)
Ovos e cereias.
Antioxidantes.


Estudos com alguns alimentos têm procurado demonstrar seu potencial farmacológico como antimicrobianos, antitrombóticos (que dificultam a formação de trombo) e antitumorais, bem como suas atividades hipolipidêmica (diminuição das gorduras na corrente sanguínea), hipoglicêmica (diminuição da glicose sanguínea) e sua ação como antioxidante*.
Muitos estudos têm sido desenvolvidos com o objetivo de esclarecer os mecanismos básicos de ação dos fitoquímicos presentes em alimentos como:


  • Soja




O consumo regular de proteína de soja pode ter efeito na redução do colesterol plasmático, particularmente evidente em indivíduos hipercolesterolêmicos (com elevado nível de colesterol no sangue) como, por exemplo, em mulheres pós-menopausa.
A soja contém ainda isoflavonas consideradas fitoestrogênios, que podem interagir com a produção, metabolismo e ação de hormônios sexuais, reduzindo também a concentração de estrogênio livres no plasma. Podem ainda prevenir a perda óssea induzida pela ressecção do ovário.
Isoflavonas são subclasses de fenóis presentes em feijões e outras leguminosas. As isoflavonas mais conhecidas encontradas em produtos de soja são a genisteína e a daidzeína.
No coração: a ingestão de proteína de soja reduz a taxa do mau colesterol (LDL). As gorduras predominantes no grão de soja são as poliinsaturadas e as monoinsaturadas, que não provocam obstrução de artérias.
Na mama e próstata: os fitoestrógenos, substâncias químicas presentes na soja e semelhantes ao hormônio feminino, reduzem o risco de câncer de mama e de próstata.
Ossos: os fitoestrógenos podem aliviar sintomas decorrentes da falta de hormônios na menopausa e retardar a osteoporose.
Intestino e pâncreas: suas fibras ajudam no funcionamento do intestino e na redução dos níveis de glicose no sangue de diabéticos. 

  

  • Alho





Com trituração dos dentes de alho, obtém-se a alicina (S-óxido de dissulfeto de dialila) a partir de seu precursor biologicamente inativo, a aliina. A alicina e outros compostos sulfurosos voláteis são responsáveis por suas propriedades como alimentos funcionais. A S- alilmercaptocisteína, inibe a proliferação e progressão de células tumorais de cólon, induzindo também a apoptose*.
O alho é considerado protetor contra as doenças cardiovasculares por reduzir a concentração de colesterol sérico e a pressão sanguínea, além de inibir a agregação plaquetária, em situação de hiperlipidemia.
O consumo de extrato de alho por indivíduos com a taxa de lipídios normais pode ser benéfico na prevenção de doenças cardiovasculares, como resultado da redução da agregação plaquetária*. Tem sugerido o efeito hipolipidêmico do alho, bem como a sua capacidade antioxidante, possa ser benéfico e vários estágios das doenças. Porém o uso abusivo pode apresentar riscos a saúde.


Gengibre





Contém o gingerol como princípios ativos e componentes voláteis aromatizantes, entre os quais o zingibereno e o geranial presentes em maiores quantidades.
Testes farmacológicos mostram que o gingerol tem atividades antipirética (que diminui a temperatura corporal), mutagênica (atividade de mutação) para algumas linhagens de Salmonella em estudos in vitro, e analgésica, mas seu principal potencial é ser antiemético.


Berinjela




A berinjela (Salanum melongena) é bastante consumida no Brasil, segundo critérios da medicina popular, é dotada de virtudes hipocolesterolêmicas. No entanto a poucos estudos sobre os efeitos do consumo da berinjela no metabolismo do colesterol, especialmente em humanos.
Polifenóis, saponinas, esteróides e flavanóides presentes na berinjela são os possíveis responsáveis por essa ação hipocolesterolêmica. A saponina, em quantidade superior a 150mg/ Kg/ dieta, aumenta a excreção fecal de sais de bile, em homens, reduzindo o colesterol total sem alterar a fração HDL (lipoproteína de alta densidade).
A administração de flavanóides obtidos da berinjela tem mostrado significante ação hipolipidêmica, além de uma possível ação antioxidante.


  • Acerola




É rica em Vitamina C, tem ação antioxidante impedindo a formação de radicais livres, fortalecendo o sistema imunológico juntamente com outras vitaminas, auxilia na formação de colágeno.

  • Aveia


Contém oligossacarídeos, que regulam o processo digestivo e reduzem o LDL (colesterol ruim) prevenindo as doenças cardiovasculares.

  • Azeite




O azeite de oliva tem gordura do tipo monoinsaturada com efeito sobre a diminuição do LDL e o aumento do HDL (colesterol bom).

  • Brócolis




O brócolis é representante da família das crucíferas sendo rico em Isotiocianatos, Indóis, Tiocianatos e Nitrila, substâncias químicas que atuam como antioxidantes na prevenção de diversos tipos de câncer, especialmente o câncer de bexiga e degeneração macular (perda da visão, por danos na retina).

  • Chá verde




Estudos ainda não conclusivos em humanos sugerem que os flavonóides encontrados no chá verde podem reduzir a incidência de alguns tipos de câncer, especialmente do estômago.

  • Maçã




Contém uma substância chamada quercetina, um potente antioxidante que atua da redução de doenças cardiovasculares e diminui a taxa de bactérias da boca evitando cáries.

  • Mamão




Possui betacaroteno e fibras solúveis, auxiliando no combate aos radicais livres e na redução dos níveis de colesterol.

  • Peixes




Dieta a base de peixe esta ligada à baixa incidência de mortalidade por doenças coronariana. Os possíveis mecanismos biológicos que reforçam a relação entre ácidos graxos ômega 3 e a prevenção de doenças cardiovasculares incluem a manutenção e estabilidade dos batimentos cardíacos, regulação da coagulação sanguínea, a contração e o relaxamento das paredes arteriais e manutenção dos níveis de triglicérides sanguíneo.

  • Semente de linhaça




A linhaça é composta de ômega 3 precursor dos ácidos graxos dos ácidos graxos polinsaturados e a lignina, que atua de forma semelhante aos isoflavonóides (isoflavonas). Alguns estudos tem demonstrado que a dieta rica em linhaça pode ser importante na redução das lesões nas artérias provocadas pelo acumulo de gordura.

Os estudos assinalam possibilidades promissoras na área da saúde. Entretanto, eles devem ser baseados em conhecimentos científicos, pois a sabedoria popular pode levar tanto a bons resultados como a meras superstições. 

É necessário que o consumo desses alimentos sejam regular afim de seus benefícios.





*Papel metabólico é o mesmo que as funções das reações que as substâncias químicas sofrem no organismo.

*Papel fisiológico é o mesmo que as funções que acontecem no funcionamento do organismo.
*Antioxidantes moléculas capazes de retardar ou impedir o dano oxidativo, processo causado por radicais livres, que podem levar a disfunção das células e o aparecimento de problemas como doenças crônicas degenerativas.
*Agregação plaquetária é quando as plaquetas formam trombos (coágulos), causando danos na circulação.





Fonte: Livro Nutrição Clínica no Adulto; 2ª Edição de Lilian Cuppari